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Terra Magazine

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Shogun admite ser zebra diante de Lyoto e diz que não liga para críticas de Anderson Silva

Tags:, , , - Guga Noblat às 15:33:35

Pela segunda vez na história do UFC, dois brasileiros se enfrentarão numa disputa pelo cinturão do evento.

Dia 24 de outubro, o curitibano Maurício “Shogun” Rua tentará tomar o título de campeão dos meio-pesados (93kg) do soteropolitano radicado em Belém Lyoto “O Dragão” Machida.

Será um duelo entre dois campeões, já que quatro anos atrás Shogun venceu o torneio do Pride, um falecido evento japonês de MMA (Vale Tudo).

Shogun ganhou o direito de encarar Lyoto depois de bater o legendário Chuck Liddell com um nocaute avassalador em abril deste ano. Foi a 18ª vitória dele em 21 combates.

A princípio, a direção do UFC casaria uma luta entre Lyoto e o americano Quinto “Rampage” Jackson. Mas Rampage acabou escalado para participar de um reality show, o que adiou seus planos de brigar pela cinta.

Shogun vs Lyoto será especial para os brasileiros. Uma única vez dois atletas nacionais foram postos frente a frente numa disputa pelo cinturão. Em abril último, quando Anderson Silva derrotou Thales Leites numa luta morna e decepcionante.

Em entrevista exclusiva ao blog Mano a Mano, Shogun falou sobre o desafio de lutar contra seu colega Lyoto. Os dois já fizeram alguns treinos juntos e o curitibano admitiu ser o “azarão” nesse duelo.

Shogun comentou também as críticas do seu ex-parceiro de treinos Anderson Silva, que não acha justo vê-lo disputar o cinturão com poucas vitórias no UFC. “Falar, até papagaio fala. Então, tô tranquilo. Não ligo para o que ele diz”.

Segue a entrevista completa:

Blog Mano a Mano - Como anda a preparação para enfrentar o Lyoto?
SHOGUN - Tô treinando bastante. Já comecei minha preparação. Mas, por enquanto, tô só na parte física, na parte relacionada com o gás (preparo físico). A parte estratégica entra no próximo mês.

Quem são seus parceiros de treino?
O Dida veio pra cá, eu tô com minha equipe toda aqui, meus professores, meus treinadores. Então, está tudo esquematizado, estamos todos focados no meu treinamento. O Murillo Ninja (irmão dele) é um dos que mais ajuda com o sparring. Ele deve lutar em outubro no DREAM e já tá se preparando também.

Por que você escolheu o Dida ao invés do Sérgio Cunha, que te ajudou na sua última luta?
O Dida é um cara que conhece meu jogo e isso facilita. Todo professor novo que eu contratava, demorava um tempão até ele conhecer meu jogo, saber o que eu gosto. O Dida é um cara que começou comigo desde o início. Ele sabe o que eu gosto. Então, ele sabe o que eu sei fazer e vai trabalhar em cima daquilo, e não querer que eu faça coisas que eu não gosto. Então, esse é o grande problema de arrumar treinadores novos.

Mas o Sérgio Cunha não te conhece? Por que não quis mais a ajuda dele?
Tive uma reunião com minha equipe e chegamos ao consenso de que poderia ter coisa melhor (do que treinar com o Cunha). Não foi por nenhum motivo financeiro. Foi uma escolha entre eu e minha equipe.

Já encontrou algum sparring com um jogo parecido com o do Lyoto?
Não. Por enquanto to treinando com o pessoal da minha academia mesmo. A galera tá treinando pra fazer o que o Lyoto faz. Mas com certeza eu vou procurar sparring do caratê também.

Quando você fala que o “timing” é o segredo pra vencer o Lyoto, significa que você esperará a hora certa para derrubar ou para bater no contragolpe? A luta deve correr em pé ou no solo?
Na verdade ainda não pensei nessa parte. Tô numa fase mais de preparação física do que pensando numa estratégia de luta. O chão pode até ser um caminho para a vitória. É uma coisa para se pensar. Mas minha estratégia ainda não está decidida. Isso, só mais pra frente.

Lyoto é um desafio maior do que, por exemplo, a final do torneio do Pride (quando Shogun encarou Ricardo Arona) ou outras lutas cruciais de sua carreira?
Eu encaro todos os meus desafios como o desafio da minha vida. Acho que desde a minha estréia e até a minha próxima luta, toda luta é a principal da minha carreira. Tiveram lutas que não tiveram tanta importância, mas foram lutas que me projetaram no mercado internacional. Todas foram importantes e essa é mais uma importante na minha carreira.  

Anderson Silva disse que você não merecia, por ora, disputar o cinturão por ter poucas lutas no UFC. O que você achou das críticas dele?
Cada um fala o que quer, né? Quem conhece minha trajetória no Pride sabe que quando eu entrei no UFC eu já era uma pessoa cogitada para lutar pelo cinturão por causa da minha história no Pride. Mas acho que cada um fala o que quer, né? Tenho que me preocupar com o que eu falo e não com o que os outros falam.

Mas não te chateia um ex-parceiro de treinos falar isso?
Não, acho que não, se a opinião dele é essa eu respeito a opinião dele e ponto final.

Não acha contraditório esse tipo de crítica partir de um lutador (Anderson) que disputou o cinturão com apenas uma luta no UFC?
Bom, eu acho contraditório, mas não vou criticá-lo. Se ele me criticou, deve ter algum motivo, sei lá, né? Eu tô tranquilo porque sei que nunca fiz nenhum mal pra ele. Então, se ele fala essas coisas e tá sendo injusto, um dia isso vai pesar contra ele. Eu não vou criticá-lo. Todo mundo deveria ter respeito nesse meio porque não é fácil treinar todo dia. Então, eu respeito todo mundo. Se ele não me respeita, tudo bem. Eu tenho que tomar cuidado com o que eu falo, afinal falar, até papagaio fala. Então, tô tranquilo. Não ligo para o que ele diz.

Anderson é seu ex-parceiro de treinos e disse que ajudará na preparação do Lyoto. Ele pode passar algum segredo do Shogun para o adversário?
Não, porque eu treinei com o Anderson oito anos atrás. Eu tinha 19 ou 20 anos. Hoje, eu sou outra pessoa, tenho outra técnica, tudo diferente. Mas para o Lyoto será um grande sparring. O Anderson é um grande atleta, um lutador muito bom, um dos melhores que tem, então será um grande sparring. Então, que eles treinem juntos e que se fortaleçam.

Você e Lyoto já treinaram no passado. Como foi isso, tinha sessão de sparring entre vocês?
Não, a gente fez apenas uma parte de boxe, mas foi bem tranquila, bem light. Nosso treino foi sempre light. O Lyoto é um cara que eu gosto muito dele, como pessoa.

Se você tomar o cinturão sua primeira defesa de título deve ser contra Quinton Jackson ou Rashad Evans. Qual deles você quer lutar primeiro?
Na verdade eu nem penso nisso ainda (risos). Só penso mesmo na minha próxima luta que é o Lyoto. Uma luta de cada vez. Mais pra frente espero pensar nisso, mas, por enquanto, não penso em nada, não.

Se tivesse só mais uma luta na carreira, com quem seria?
Ah, (risos) acho que o Lyoto mesmo, já que ele é o campeão. Meu grande sonho é lutar pelo título, então seria essa luta. O Lyoto é o melhor da minha categoria, sem dúvida nenhuma. Eu escolheria ele até porque o meu sonho é conquistar o cinturão do UFC também.

Quais armas do Lyoto te preocupam mais?
Acho que ele tem um jogo diferenciado e é bem eclético, isso é o melhor nele. Acho que comigo ele deve manter o mesmo jogo de contragolpe, até porque é o que ele faz em todas as lutas e não dá pra ele mudar de estilo depois de tantos anos. Acho que ele manterá a mesma estratégia e eu também. O jogo dele é de pegar no contragolpe e o meu é de ir pra cima. Então, com certeza será assim essa luta, eu indo pra cima e ele tentando me pegar no contragolpe. 

Você é o azarão na luta pelo título na opinião de fãs e críticos. Você concorda com isso?
Com certeza o Lyoto é o favorito. Ele é o favorito porque está com o cinturão e vem de vitórias e eu não, né. Ele é favorito.

Facilita ou atrapalha entrar numa luta como azarão?
O Lyoto é o favorito, tá com o cinturão, é o cara que todo mundo fala que vai ganhar. Então, a obrigação de ganhar é dele e não minha. Isso facilita a luta, já que entro sem nenhum compromisso.

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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Fedor recusa suposto contrato de US$ 30 milhões. M1 diz que valor seria mais baixo

Tags:, , , - Guga Noblat às 16:27:12

Os fãs e críticos ainda estão incrédulos com a notícia de que o russo Emilianenko Fedor, nome mais temido do MMA (Vale Tudo) mundial, recusou a oferta mais generosa da história desse esporte.

Com a falência do Affliction, evento onde Fedor lutaria no próximo final de semana, as grandes organizações de MMA saíram à sua caça.

Segundo relato de alguns jornalistas norte-americanos, o UFC estaria disposto a pagar US$ 30 milhões por um contrato de seis lutas com Fedor (somado salário e lucros com a venda do evento).

Fedor poderia usar logomarcas da empresa russa M1 Global, rival do UFC. Estaria livre para competir em combates de sambo (arte marcial da Rússia). Sua primeira luta já seria pelo título dos pesados contra Brock Lesnar. E parte do lucro gerado pelas vendas do evento via pay-per-view (calcula-se que o combate pelo cinturão venderia o maior número de ppvs da história) iria para o M1, informou a imprensa dos EUA.

Entretanto, Fedor e seu empresário Vadim Finkelchtein querem atrelar sua ida ao evento americano a uma parceria (co-promoção) entre M1 e UFC. Além de trabalhar com Fedor, Vadim é proprietário do M1:
 
“Se essa oferta tivesse sido feita dois anos atrás, talvez a gente tivesse aceitado. Mas não na situação em que estamos hoje”, disse Vadim, sem detalhar qual seria a oferta do UFC. “Eu promovo lutas de MMA desde 1997. Gastei muita energia e tempo nisso. Hoje, nós temos dinheiro e força para desenvolver esse esporte. O UFC não poderá controlar o MMA no mundo todo, vamos trabalhar juntos”, completou.

Irritado com as condições impostas por Vadim, o irmão de Fedor, o também lutador Aleksander Emilanenko, disse há alguns dias que o UFC “tinha contratos flexíveis” e acusou Vadim de usar seu irmão para se promover.

Fedor respondeu, ontem, às acusações de Aleksander:
 
“A oferta que o UFC fez não interessa para gente. Eu realmente acredito no Vadim e na nossa equipe M-1 Global.”(…) Ele (o Aleksander) não leu o contrato, eu li” - finalizou Fedor.

Além de dispensar a proposta dos americanos, Vadim aproveitou uma conferência de imprensa ocorrida ontem para anunciar a participação de Fedor no jogo de videogame da empresa EA Sports – rival do UFC no mundo dos games. O presidente do UFC disse semanas atrás que atletas que estiverem no jogo do EA jamais serão contratados pelo seu evento.

O StrikeForce, segundo maior evento dos EUA, também está na cola de Fedor. Scott Coker, promotor do StirkeForce, conversou com um dos agentes de Fedor e lançou sua propostas, mas ainda não teve uma resposta.

Segundo Scott, agentes de Fedor se reunirão esta semana com promotores de boxe. Só depois disso, o russo deverá fechar com algum evento:

“Eles (os agentes do Fedor) estão conversando com todo mundo e se decidirão em breve. Eles devem tomar uma decisão dentro de poucas semanas”, disse Scott, segundo o site MMA Weekly.

Apesar de ter dado um tremendo fora no UFC, Vadim deixou no ar a possibilidade de assinar com o evento no futuro:

“O UFC dessa vez fez uma proposta diferente, uma proposta muito boa. Não foi o suficiente para o acerto e continuamos num impasse. Talvez não acertemos agora, mas talvez mais tarde”, profetizou o empresário.

A conferir!

Atualização das 03h (madrugada) - Joost Raimond, CEO do M-1 Global, negou que a proposta do UFC atingisse os US$ 30 milhões divulgados pela mídia americana. Segundo ele, o valor não chegaria nem à metade disso.

Joost também jurou de pés juntos que não foi discutido o número de lutas que estariam no contrato.  E ainda desdenhou da oferta do UFC de permitir que Fedor use logomarcas do M1, como se isso fosse obrigação do evento americano.

Ele afirmou que a única forma de compensação para o M1 nessa negociação seria ganhar uma porcentagem no lucro das vendas (PPV) do evento em que Fedor lutar.

Por fim, disse que Fedor é co-proprietário do M1, portanto, não tem como separá-lo do evento.

* Saiba mais sobre Fedor no artigo de novembro de 2008 intitulado:
» A pedra no sapato de Dana White

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quarta-feira, 29 de julho de 2009

BJ Penn avisa: “Tô puto com Ralph Gracie”

Tags:, , - Guga Noblat às 14:26:41
UFC

Foto: UFC

Janeiro último. Exausto, BJ Penn, mito do MMA (Vale Tudo) mundial, não aguenta seguir para o quinto round do duelo pelo cinturão dos meio-médios do UFC.

Campeão dos leves, esse havaiano especialista em jiu-jitsu tentava ganhar mais um título para sagrar-se o único atleta a dominar duas categorias de peso ao mesmo tempo na história do UFC.

Entretanto, seu técnico jogou a toalha depois de 20 minutos de surra aplicada pelo maior rival de BJ, o canadense Georges ST Pierre, vulgo GSP.

Daqui a exatos dez dias, os fãs de MMA estarão de olho em BJ mais uma vez. Ele defenderá o título dos leves contra outro especialista em jiu-jitsu, seu compatriota Kenny Florian.

Eles farão a principal luta da 101ª edição do UFC, programado para o dia 08 de agosto, na Pensilvânia, Filadélfia (EUA).

Em entrevista exclusiva ao blog Mano a Mano, BJ contou como anda sua preparação para encarar Florian. Falou dos erros que cometeu contra GSP. E mandou um recado para Ralph Gracie, seu antigo treinador: “Não quero mandá-lo se fuder, mas quero avisar que tô puto com ele”.

BJ recebeu sua faixa-preta das mãos dos brasileiros Renato Charuto e André Pederneiras. Mas entre as faixas branca e azul, foi treinado por Ralph Gracie. Inclusive, seu irmão tinha uma tatuagem dos Gracies nas costas. Porém, em 2005, BJ bateu Renzo, irmão de Ralph. Desde então seu antigo treinador o chama de traidor sempre que tem uma chance. E a tatuagem foi removida.

Bj foi o primeiro gringo a ganhar um torneio mundial de jiu-jitsu entre os atletas faixa-preta. Venceu 13 lutas de MMA, perdeu cinco (duas delas para GSP) e empatou uma. A primeira frase de BJ, assim que atendeu à ligação deste blog, foi um sonoro, porém arrastado, “beleza, irmão”, com um português bem ao estilo norte-americano.

A conversa durou menos de 20 minutos. Depois disso ele teve que voltar a treinar em sua academia instalada na Califórnia. Segue o que BJ disse de mais importante:

Blog Mano a Mano - Como você vê sua luta contra Kenny Florian?
BJ PENN - Farei meu melhor. Estou me preparando como nunca. Ele tem um estilo perigoso. Sabe bater bem, sabe usar bem as cotoveladas e controlar a luta no solo. Sabe usar bem as combinações, mas nada que eu não tenha me preparado e não possa vencer.

Encara Kenny como um desafio tão duro quanto GSP?
O Kenny não é um desafio como foi GSP. Por tudo o que o GSP já conquistou e provou, eu encarei a luta contra ele como um desafio maior.  Mas Kenny tem seu estilo, passou por situações adversas e venceu boas lutas. E já enfrentou caras duríssimos, como o Sean Sherk . Eu não subestimo o Kenny de jeito nenhum, acho que ele tem várias qualidades.

GSP disse que o brasileiro Thiago Alves Pitbull foi um oponente mais duro do que você. Isso te chateia?
Thiago Pitbull é um cara muito bom. Acho que, na verdade, o GSP é que não gosta muito de mim (risos). Mas, se essa for mesmo a opinião dele, eu respeito isso. Eu não quero desmerecer o Pitbull. Ele é um grande lutador, um grande desafio pra qualquer um.  Gosto do estilo dele. Se o GSP acha que ele foi mais duro que eu, não me sinto mal por isso.

Quais atletas brasileiros mais te agradam?
Gosto muito dos atletas do Brasil. Mas o que gosto mais, (tempo pra pensar)…Gosto muito do estilo do Wanderlei Silva e gosto do Minotauro (Rodrigo Nogueira).

Está sedento por uma terceira luta contra GSP?
Com certeza. Eu quero lutar uma terceira vez contra GSP. A última luta eu não me preparei da forma adequada. Se eu tivesse que apontar o maior erro que cometi, diria que foi uma má preparação física, o que me levou à exaustão durante o combate. Quando soube que ia lutar pelo cinturão contra o GSP, me empolguei muito e comecei a treinar cedo demais. Comecei a me preparar cinco meses antes da luta. No dia do combate, já não estava mais no melhor do meu preparo físico. O melhor tinha passado. Esse foi meu vacilo.

Você acha que tecnicamente o GSP é inferior a você?
O GSP é mito bom nas quedas. Na última luta ele me derrubou e controlou a luta no solo. Eu quero que ele me leve para o jogo dele. Mas vou mostrar que quando a luta chegar no solo eu não vou parar de atacar e uma hora irei finalizá-lo.
 
Ralph Gracie passou a falar mal de você, depois de sua luta contra o Renzo. O que achou da postura dele?
Por muito anos eu fiquei calado, mas já ta na hora deu falar. Esse lance dele ficar falando mal de mim, eu vi no youtube as merdas que ele falou, já encheu o saco. Não quero mandar o Ralph se fuder, não acho que ainda seja a hora para isso, mas quero avisá-lo que não o respeito mais. Tô puto com o que ele disse. Ele me ajudou entre a faixa branca e a azul. Eu sempre tive respeito por ele. Mas, agora, não tenho mais.  Tô bravo com ele. 

Gostaria de resolver as diferenças com Ralph no ringue? Você o enfretaria?
Claro, se tivesse a oportunidade e a gente tivesse que parar num ringue, iria com certeza.

O que mais você sente falta do Brasil?
Sinto muita falta do Brasil. Das pessoas e da comida brasileira. Sinto falta do, como é mesmo o nome daquele negócio com frango e queijo? Ah, sim é coxinha de galinha.  Gosto também de pão de queijo, açaí, guaraná, ah, tem várias comidas boas ai. Quero mandar um abraço aos brasileiros que gostam de mim. Acessem o meu site http://www.bjpenn.com/.

* Vídeo do Ralph Gracie xingando BJ Penn. Clique aqui

* Vídeo da luta entre BJ Penn vs Renzo Gracie (em 2 partes).
Parte 1 e Parte 2

* Vídeo da luta BJ Penn vs Georges ST Pierre (II). Clique aqui

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terça-feira, 28 de julho de 2009

Mesmo na geladeira, Arona diz que evoluiu e sonha com UFC

Tags:, , - Guga Noblat às 11:37:15
Arona erra chute em Wanderlei

Arona erra chute em Wanderlei

O carioca Ricardo Arona terá um teste de fogo no próximo dia 12 de setembro. Ele fará uma das lutas mais aguardadas do Bitetti Combat, no Maracanãzinho, contra o americano Marvin Eastman, um veterano com passagem pelo UFC (maior evento de MMA / Vale Tudo do planeta).

Será o retorno de Arona aos ringues depois de dois anos parado. O atleta que já figurou na lista dos melhores lutadores do mundo está apagado do MMA desde que sofreu um nocaute arrasador em outubro de 2007.

Apesar de Eastman ser um atleta conhecido no mundo das lutas, Arona nunca tinha visto seus combates até ser escalado para enfrentá-lo:

“Não conhecia o Eastman, mas vi umas lutas dele um dia desses e tenho certeza que vai ser uma luta muito dura, muito boa. Ele gosta de trocar, de partir pra cima, então não tem como não ser uma grande luta”, revelou Arona ao blog Mano a Mano.

Na última vez que pisou num ringue, Arona, faixa-preta de jiu-jitsu, acabou nocauteado em menos de dois minutos pelo camaronês Rameau Thierry Sokoudjou. Era a terceira derrota em cinco confrontos travados entre 2005 e 2007. O que o levou a dar um tempo das lutas.

“O período parado serviu pra algumas coisas”, disse Arona. “Acho que evolui muito na minha parte de trocação e, principalmente, na minha parte mental, de como pensar e como agir dentro do ringue. Estou mais amadurecido. Assisti muitas lutas de fora. Vi os meus erros. To sabendo trabalhar bastante a mente, bastante a adrenalina da luta para saber usar ela na hora certa”, concluiu. 

Bater Eastman é apenas o primeiro passo de uma jornada rumo ao UFC, principal objetivo de Arona:
 
“O UFC é uma coisa que ta perto e que ta longe ao mesmo tempo. Eu vou esperar passar esse próximo mês (agosto), que é um mês decisivo sobre o UFC. E de acordo com o que eles me disserem a gente vai fechar ou não. Eu vou fazer o melhor possível e lutar muito bem para poder estar dentro do UFC. Se depender de mim quero ir para o UFC”, contou o atleta. 

Caso não vá para o UFC, o faixa-preta terá outras cartas na manga:

“Tenho recebido algumas propostas. Tenho propostas do DREAM, do StrikeForce e tinha recebido do Affliction”, garantiu Arona. “Ta tudo agora muito em cima, fervendo muito porque agora tem eventos em setembro, em outubro. Então, to me focando para ir bem na luta contra o Eastman para fechar um contrato com num desses eventos. Mas tenho tudo na mão agora. Vou dar preferência para o que me oferecer o melhor contrato, bom pagamento”.

A estratégia para vencer Eastman, segundo Arona, está traçada. “Já tenho uma estratégia para minha luta contra o Eastman. Mas não é nada muito diferente do que lutar contra um bom striker (especialista em socos e chutes). Não vou deixar ele entrar no meu raio de ação. Se puder botar logo pra baixo, farei isso. Mas não tenho essa pressa, não. Também gosto de caminhar em pé e soltar uns golpes para achar o tempo certo”, explicou o brasileiro.  

Para Arona, a maior qualidade de Eastman é ser rápido e ter socos potentes. “Ele tem muita velocidade e um soco forte”, disse. “É um cara forte. Um cara que é mais baixo, mas ele pendula muito bem e tem a pegada muito forte. Ele gosta da briga, gosta de vir pra luta. Tenho certeza que vai ser uma luta quente, uma luta boa.”

Apesar de Eastman ser perigoso, o que mais preocupa Arona é sua falta de ritmo de lutas por estar longe dos ringues há mais de 25 meses:

“A falta de ritmo de luta é uma coisa que preocupa, mas eu não quero que me atrapalhe. Eu to treinando, mentalizando sempre a minha entrada no ringue, sempre imagino a torcida gritando, sempre aquela coisa toda que mexe na adrenalina, para poder passar por aquele momento com mais facilidade e me sair bem”, finalizou Arona.

Arona é um dos atletas mais respeitados do submission (competição de lutas agarradas como judô e jiu-jitsu). No MMA, venceu 13 combates e perdeu cinco. Lutou no Pride, onde foi o primeiro meio-pesado a derrotar Wanderlei Silva (foto acima), e no Rings, eventos renomados do Japão. Eastman bateu 16 adversários e perdeu para nove, além de ter um empate no cartel.

Os dois atletas farão parte de um mega evento promovido no Maracanãzinho onde também lutarão Vitor Belfort, Rogério Minotouro, Pedro Rizzo e Paulo Filho.

* (Saiba mais sobre o Arona em: “De olho no UFC, Arona diz que bateria Fedor“).

* Vídeo da última luta do Arona.

Os ingressos para o Bitetti Combat começaram a ser vendidos ontem pelo site Ingresso Mais (www.ingressomais.com.br). Mais detalhes do evento no site: (www.bitetticombat.com).

Card atual do evento (sujeito a alterações):

Ricardo Arona x Marvin Eastman
Paulo Filho x Alex Schoenauer
Rogério Minotouro x Alex Stiebling
Pedro Rizzo x Jeff Monson
Glover Teixeira x Leonardo Chocolate
Vitor Miranda x Fabio Maldonado
Luciano Azevedo x Milton Vieira
Henrique Chocolate x Eduardo Pamplona
Leandro Batata x Cassiano Tytschyo
Alexandre Pulga x Luciano Yzzy

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

De olho no UFC, Glover Teixeira diz que nocautearia “Assassino da África” mais uma vez

FC Fighter)

Glover acerta Sokoudjou (Foto: FC Fighter)

A maior façanha da carreira de Glover Teixeira foi ter nocauteado há quase três anos o “Assassino da África” Rameau Thierry Sokoudjou, um camaronês versado em judô e muay thai.

Sokoudjou ganhou fama nas lutas depois de bater dois brasileiros especialistas em jiu-jitsu, o carioca Ricardo Arona e o baiano Rogério Minotouro.

Depois do africano, Glover bateu mais dois adversários em lutas de MMA (Vale Tudo), o último deles em março de 2008, e parou de lutar.

No ostracismo desde então, ele busca regularizar sua situação nos EUA para arranjar um contrato com o UFC ou StrikeForce. Casado com uma americana, Glover acredita que até o próximo ano estará de posse de um visto permanente para trabalhar na América do Norte.

Mineiro da pacata cidade de Sobrália, Glover arrumou um desafio de primeira para o próximo dia 12 de setembro. Pelo Bitetti Combat, no Maracanãzinho (RJ), ele encarará o perigoso Leonardo Chocolate. Se vencer, acredita Glover, os olheiros dos grandes eventos voltarão a procurá-lo.

Num bate-papo rápido com o blog Mano a Mano, Glover avisou que se encarasse hoje mais uma vez o camaronês Sokoudjou, o nocautearia de novo. Contou seus planos para 2010. E relembrou como esteve perto de lutar pelo UFC dois anos atrás.

Glover está com 29 anos. Até hoje venceu seis combates e perdeu dois. Além do Bitetti Combat, ele lutará também pelo maior evento de submission (quedas e finalizações) do mundo, o ADCC, nos Emirados Árabes, no dia 26 de setembro. Segue o bate-papo:

Blog Mano a Mano - O que você acha de seu próximo adversário, o Leonardo Chocolate?
GLOVER TEIXEIRA - O Chocolate é um cara duro, um cara muito bom. Não sei como é o jogo dele em pé, mas sei que ele é muito bom de wrestiling e bom de submission. Lógico que vai ser uma luta dura, mas eu sempre me preparo muito para os meus desafios.

Qual o plano para bater o Chocolate?
Não sou muito de traçar estratégias para minhas lutas. Eu treino para tudo. Ai na hora da luta a gente vê a onde a gente vai. Porque isso é Vale Tudo, tenho que treinar tudo. Realmente gosto de lutar em pé porque o público gosta mais. Gosto do nocaute. Se der para nocautear eu vou nocautear.

O que você achou do camaronês Sokoudjou quando o enfrentou?
Quando eu lutei contra o Sokoudjou, ele ainda não era nada. Ele ainda não era o temido Sokoudjou. Era apenas mais um camaronês. Era ainda a terceira luta dele de Vale Tudo e eu sabia que ele tinha umas lutas de muay thai. O Sokoudjou não era o cara que ele é hoje, que ele foi, principalmente, depois que ganhou do Rogério Minotouro e do Ricardo Arona. Na minha luta ele foi um cara duro, foi um cara forte e perigoso porque tem a porrada forte, tem o chute forte. Mas foi só mais uma luta pra mim naquele dia.

Como seria uma revanche hoje entre você e Sokoudjou?
Se a gente lutasse hoje não acho que a luta seria mais dura do que foi a primeira luta entre a gente. Inclusive, ele até mostrou quais são os pontos fracos dele. Que ele tem como ponto fraco o chão. Eu me prepararia para ele como me preparei da última vez e lutaria com mais garra ainda. Mas é a mesma luta e o mesmo cara e não vejo nada demais nele, não. E creio que ia ser nocaute de novo.

Por que você ainda não lutou nos grandes eventos?
Olha, eu já tive a chance de lutar em eventos grandes, mas eu estava ilegal nos Estados Unidos. Eu fui chamado para lutar o UFC, inclusive por isso que eu to de volta no Brasil. To tentando legalizar papel de green card (visto permanente). Eu fui chamado pra lutar o UFC, antigamente, agora eu nem sei mais qual é minha situação no UFC, porque tem muito tempo que eu não luto. Creio que depois dessa luta (contra o Chocolate) eles vão continuar de portas abertas pra mim.

Tem algum evento grande te sondando hoje?
Tenho propostas grandes lá fora. Talvez eu lute pelo StirkeForce ou por um grande evento do Japão. Até o UFC, eu acredito que terei chance. Meu empresário é o Joinha (Jorge Guimarães), e ele que ta mais por dentro disso. Mas, até hoje, não lutei em eventos grandes nos EUA por causa de papel, porque eu tava ilegal. Na época que o Sokoudjou ganhou dos brasileiros no Pride, o pessoal do UFC falou que eu tinha vencido o Sokoudjou  e me chamaram pra lutar. Inclusive, depois chamaram o Sokoudjou para o UFC. 

Qual luta mais dura da sua carreira?
O adversário mais duro que tive foi o Eric Schwartz, que foi o primeiro cara a me vencer. Mas aquele dia eu não tava bem preparado e ainda era muito inexperiente. Mas foi o cara que me ganhou na minha primeira luta.

O que achou da última luta de seu companheiro de treinos Pedro Rizzo (que acabou nocauteado pelo holandês Gilbert Yvel mês passado)?
O Pedro começou bem na luta, mas ele levantou um pouco atrasado, o cara levantou primeiro (a luta estava no solo), ai quando o Pedro levantou o cara já estava em cima dele e ele não pode se encontrar no momento. E peso-pesado é peso-pesado. Um soco e a luta acaba. Isso vale tanto do Pedro para o cara quanto do cara para o Pedro. A gente sabia que uma porrada seria nocaute certo. E como o Pedro levantou atrasado, tomou a pancada. Mas o Pedro quer revanche e vai dar a volta por cima.

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domingo, 26 de julho de 2009

Demian diz que Wanderlei bateria em Anderson e descarta comparações com Thales Leites

Tags:, , , , - Guga Noblat às 12:04:50
UFC

Foto: UFC

O paulista Demian Maia, especialista em jiu-jitsu, está perto de disputar o cinturão dos médios (84kg) do UFC, maior evento de MMA (Vale Tudo) do planeta. Se bater o americano Nate Marquardt (28v-8d-2e) no próximo dia 29 de agosto, ele será o primeiro da fila dos postulantes ao título. O campeão da categoria é Anderson Silva, um curitibano bom de muay thai (chutes e socos) e faixa-preta de jiu-jitsu.

Demian, como revelou este blog no dia 1 do mês em curso, se vê “pronto para lutar pelo cinturão”. Ele está certo de que se vencer seu próximo desafio terá a sua chance. “Me escalaram para fazer uma luta contra o Marquardt para saber quem será o próximo desafiante ao cinturão”, disse o faixa-preta.

Alguns críticos e fãs acham que Demian irá repetir o mesmo enredo morno visto no confronto entre Anderson vs Thales Leites, um carioca também versado em jiu-jitsu .

A direção do UFC pôs na geladeira o confronto entre o paulista e o curitibano depois da repercussão negativa da luta entre Thales e Anderson.

Alexandre Bebezão, sparring de Anderson, chegou a dizer a este blog que Demian se sairá ainda pior numa disputa de título do que Thales, por ter um jogo restrito ao jiu-jitsu e ser mais fraco fisicamente.

Irritado, Demian respondeu aos críticos. Segue o que ele disse ao blog Mano a Mano:

- Eu não entendo por que as pessoas querem comparar dois atletas do jiu-jitsu. Eu tenho certeza que quem entende de jiu-jitsu sabe que o jiu-jitsu é muito amplo, tem muita diferença entre o meu jogo e o do Thales. Não podemos falar que o Anderson Silva tem o mesmo jogo do Wanderlei Silva e do Georges ST.Pierre. Os atletas são diferentes, as características são diferentes. As pessoas estão pensando como há três décadas. O jiu-jitsu é uma coisa sofisticada e é complicado para os leigos entenderem. Nem todo mundo enxerga as diferenças, - comentou Demian. 

Para Demian, ele já é um top 5 da categoria e merece a chance de brigar pelo cinturão. Os outros tops até 84kg, segundo ele, seriam: Anderson, Marquardt, Dan Henderson e Thales.

Perguntado se seu companheiro de treinos Wanderlei Silva, que migrou para os médios, teria chances de bater Anderson, Demian não hesitou. “Pra mim, o Wanderlei ganha com certeza. Se ele tiver 100%, sem pane nenhuma, o Wanderlei leva”, contou.

Sobre a derrota de Wanderlei para Rich Franklin na estréia dele em uma categoria abaixo de 93kg, Demian voltou a defender que o resultado foi injusto:

- Cara, senti que aconteceu alguma coisa com o Wanderlei, um dia antes ou no dia da luta, porque ele não me parecia o mesmo Wanderlei de sempre. A luta foi decidida nos pequenos detalhes, foi bem parelha. Eu acho que o resultado poderia ter sido o empate. Mas eles nunca dão empate no UFC. O Rich teve alguns momentos bons, chegou a aplicar uma queda, mas acho que deu empate, - finalizou o atleta.

Demian está invicto com 10 vitórias. Ele conseguiu a proeza subjugar cinco oponentes com torções e estrangulamentos (as chamadas finalizações) em cinco lutas no UFC. Quatro delas foram eleitas as finalizações da noite, o que lhe rendeu bônus extras de quase 100 mil reais. É considerado hoje o maior representante do jiu-jitsu nas lutas de MMA pela maioria dos críticos e atletas.

* (Saiba mais sobre ele na matéria intitulada: “Demian Maia diz que se quiser leva Anderson Silva para o solo”)

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sábado, 25 de julho de 2009

Vitor Belfort confirma que ia encarar Fedor e se diz chocado com cancelamento do Affliction

Tags:, - Guga Noblat às 00:49:53

Vitor Belfort está grogue com a notícia do cancelamento do Afflicition Trilogy. Ele confirmou ao blog Mano a Mano que já estava tudo acertado para enfrentar o russo Fedor Emilianenko, atleta, hoje, número um do MMA (Vale Tudo) mundial.

“To chocado, tava tudo confirmado, a minha luta contra o Fedor já tava certa e agora vem essa notícia do cancelamento”, se queixou Belfort.

O brasileiro especialista em jiu-jítsu e boxe disse que ainda não foi procurado pela direção do Affliction. Segundo ele, apenas seu agente Fabiano Farah foi contatado por Tom Atencio, chefão do evento.  

“Não sei de quase nada, ainda. Não sei as causas do cancelamento”, comentou Belfort. “Só o meu empresário que foi procurado pelo Atencio. Amanhã, o Farah ta vindo pra cá (os EUA) para a gente conversar sobre isso”.

Belfort era um dos nomes mais cotados para encarar Fedor depois que o adversário do russo, o americano Josh Barnet, foi suspenso do Affliction ao ser pego pelo exame antidoping.

Programado para o dia 1 de agosto, o Affliciton, segundo revelou o atleta Rafaello Trator a este blog, acabou cancelado porque as vendagens do evento pelo sistema pay-per-view estariam abaixo do esperado. Uma fonte que conversou com Atencio confirmou o que disse Rafaello (leia na nota anterior).

Card do Affliction Trilogy que acabou cancelado
-Fedor Emelianenko vs. (Indefinido)
-Renato “Babalu” Sobral vs. Gegard Mousasi
-Vitor Belfort vs. Jorge Santiago
-Paul Buentello vs. Gilbert Yvel
-Jay Hieron vs. Paul Daley
-Takanori Gomi vs. Rafaello Oliveira 
-Chris Horodecki vs. Dan Lauzon
-Ben Rothwell vs. Chase Gormley
-Brett Cooper vs. Akbarh Arreola
-Javier Vazquez vs. LC Davis
-Mark Hominick vs. Deividas Taurosevicius
-Rob Broughton vs. Jessie Gibbs
-Lucio Linhares vs. Givanildo Santana

* Leia mais na nota abaixo intitulada: “Evento onde lutariam Fedor, Belfort e Rafaello é cancelado”.

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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Baixa audiência cancela evento onde lutariam Fedor, Belfort e Rafaello

Tags:, , - Guga Noblat às 17:10:20

Pouco antes das 10h da manhã na Califórnia, o chefão do Affliction Tom Atencio ligou para o pernambucano Rafaello “Trator” Oliveira para lhe avisar que a 3ª edição do evento (o Affliction Trilogy) estava cancelada. O principal motivo, segundo entendeu o brasileiro, foi a pouca venda de pay-per-view (sistema de compra pela TV por assinatura). 

Atencio pediu “desculpas” e disse que estava ligando para todos os atletas antes de avisar aos empresários deles sobre o cancelamento. A conversa durou menos de três minutos e terminou com a promessa de que Rafaello lutará na próxima edição do Affliction.

O brasileiro estava com luta marcada contra o japonês Takanori Gomi, um mito do MMA (Vale Tudo). Pelo que entendeu da conversa com Atencio, a direção do Affliction não tem esperança de vender um bom número de pacotes pay-per-views:

“Meu inglês ainda é um pouco tosco, mas ele falou que tinha algum problema com as vendas de pay-per-view. Acho que não acharam o evento viável. Mas tem que confirmar com o pessoal do Affliciton pra ter certeza”, disse Rafaello ao blog Mano a Mano.

O Affliction pretendia vender ao menos 100 mil ppvs. Com a proibição da participação de Josh Barnett no evento imposta pela Comissão Atlética da Califórnia (responsável por fiscalizar as lutas) tornou-se tarefa penosa alcançar esse número.

O americano Barnett faria a luta principal da noite contra o russo Fedor Emilianenko, nome mais temido do MMA mundial. Mas foi pego pelo exame antidoping e acabou cortado do Affliction. Ele já foi campeão do UFC e tem forte apelo com os fãs norte-americanos.

Com a saída de Barnett vários nomes foram ventilados para encarar Fedor, entre eles o do brasileiro Vítor Blefort. Parte da mídia embarcou nessa história. Mas ninguém previa o cancelamento do Affliction.

O presidente do UFC, Dana White, maior rival do Affliction, “deve estar sorrindo à toa”, comentou Rafaello na conversa com este blog. Para esse pernambucano que mora há dois anos longe da família, nos EUA, onde vive e respira o MMA, a notícia do adiamento caiu como uma bomba:

“Fiquei triste pra caramba. To aqui na Califórnia pra isso (enfrentar o Gomi)”, disse Rafaello. “Era um dinheiro muito bom que ia entrar e que ia ajudar a família. Pra mim, é como adiar um sonho. Ia encarar uma lenda desse esporte e não tinha nada a perder. Ela tinha mais a perder do que eu.”

Rafaello ainda tem esperança de enfrentar Gomi em breve pelo Affliciton. “Acho que ainda pode acontecer outra edição do evento”, contou. Tenho três lutas no contrato com eles. E é importante para o esporte ter um evento para competir com o UFC. O UFC é uma monopolização muito forte”.

Se pegar Gomi, a estratégia será pôr para baixo e bater por cima (o chamado ground and pound). “Ia lutar três round fortes com ele, ia ser coração puro. Ia botar no chão e meter a porrada”, comentou. “Ele, quando luta nos EUA, costuma morrer no gás. Foi assim contra o Nick Diaz.  Dá para eu ganhar dele seu eu pressionar a luta toda e fizer ele morrer no gás”.

No próximo sábado Rafaello e o atleta do UFC Hermes França, de Fortaleza, estarão em um shopping para distribuir autógrafos aos fãs frustrados do Affliciton. Rafaello tem até hoje oito vitórias e uma derrota, segundo sites especializados. Mas jura de pés juntos que seu currículo é de 14v e 2d.

O Afflicition anda desacreditado por parte dos críticos e fãs de MMA. Com o cancelamento da terceira edição do evento, os boatos de que essa organização terá vida curta serão cada vez mais comuns. Com um ano de estrada, o Affliction só teve duas edições. O evento que nasceu para competir contra o poderoso UFC, pelo jeito não vai longe. A conferir!

Atualização das 19h -  Vitor Belfort confirmou a este blog que ia encarar Fedor e se disse chocado com cancelamento do Affliction. Leia mais aqui

Atualização das 19h26 - Uma fonte consultada por este blog confirmou que a falta de vendas de PPV foi mesmo a causa do cancelamento do Affliction 3.

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Miltinho pensa em abrir mão dos EUA para lutar no Maracanãzinho

Tags:, , - Guga Noblat às 11:59:58

Miltinho Vieira não sabe mais se participará do Shine 2, evento americano de MMA (Vale Tudo) programado para o dia 4 de setembro. O especialista em jiu-jitsu lutará no Bitetti Combat, no dia 12 do mesmo mês, na cidade do Rio de Janeiro. Ele revelou ao blog Mano a Mano que se tiver de escolher entre um dos dois eventos, ficará no Brasil.

O faixa-preta contou que teve muitos custos para bancar sua participação no Shine. Seu contrato previa que a luta seria no fim de julho. Mas o evento foi adiado por conta de uma parceria firmada de última hora com duas redes de TV.  

Miltinho se agarra à esperança de que o Shine seja adiado mais uma vez para não ter que abrir mão do evento:

- Botaram a luta do Shine muito em cima da luta no Bitetti Combat. Mas eu já ouvi do meu empresário o rumor de que o Shine mude de novo a data. Então, não to fazendo planos, não. To bem focado pra lutar em setembro, porque em setembro eu sei que terei um compromisso. O Bitetti Combat já está certo, com certeza, - revelou o atleta.

Para Miltinho, não há dúvidas. Se tiver de escolher entre o Shine e o Bitetti Combat, abrirá mão do evento americano:

- Pode- se dizer que o Bitetti Combate é a minha prioridade. O evento vai ser na minha cidade. Eu sou um cara bem quisto na minha cidade, no meu país, no mundo das lutas, graças a Deus, mais ainda no Rio de Janeiro. Sou um cara que pode-se dizer um autêntico carioca. Tem muita gente que ta sabendo da luta, vocês que gostam de mim, meus amigos, até mesmo os que não gostam vão estar lá (no Maracanãzinho) pra tentar ter uma alegria, mas não terão. Então, dou prioridade ao Rio, ao Bitetti Combat, porque de certa forma é melhor pra agregar patrocinadores e ta na grande mídia do meu país, - disse Miltinho. 

O atleta revelou que o Shine lhe gerou prejuízos e pensa em lutar lá em outra data:

- O Shine já me causou muita dor de cabeça. Eu já tava dentro do avião viajando e ai soube que não ia ter a luta. Viajar pra não lutar é complicado. Não quero nem pensar nisso (na possibilidade de ter que escolher entre o Shine e o Bitetti). Quero que aconteça, que o pessoal (do Shine) marque as datas certas, porque o Shine não é a 1ª vez que adiou também e eu to confiando que de repente adie de novo. Mas se não der para lutar no Shine dessa vez, eu luto no próximo. Eu tenho contrato assinado com eles, não fui eu que adiei a luta, foi adiada por eles. Já tive custos pra caramba em cima disso, comprei a passagem (para os EUA) com o meu próprio dinheiro. A alimentação toda com o meu próprio dinheiro, então, na realidade, não sou eu que to devendo, se é quem alguém está devendo.

Miltinho fez uma breve análise de seus possíveis adversários em setembro:

Luciano Aevedo, oponente de Miltinho no Bitetti Combat:
“Contra o Luciano Azevedo eu vou seguir o plano de sempre, de todas as lutas que é jogar no chão. Tentar fazer um bom show, com a cabeça consciente pra ganhar. Ele é um atleta duro. Um atleta que merece todo respeito. Pode ter certeza que na medida do possível irei respeitá-lo.”

Carlo Prater, adversário no Shine 2:
“O Carlo Prater é um pouco mais desengonçado. Não desengonçado da maneira ruim, mas é um cara que vem de um jeito que você precisa ser mais cauteloso para não sobrar um cotovelo, pra não sobrar algum golpe que possa cortar e a luta ser parada.”

Miltinho é atltea da equipe Brazilian Top Team. Tem um cartel de nove vitórias, seis derrotas e um empate. E passagens por grandes eventos, como o Pride e o DEEP, ambos do Japão.

Fiquem ligados no blog Mano a Mano para mais informações em primeira mão!

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

As 20 lutas mais espetaculares da história do UFC

Duas semanas atrás o UFC chegou à sua 100ª edição com um mega evento exibido para mais de 300 milhões de telespectadores. Dias antes, essa organização especialista em promover lutas de MMA (Vale Tudo) lançou uma revista comemorativa para celebrar a marca histórica de uma centena de torneios.

Uma das matérias, de autoria do repórter Sean Hyson, trouxe aquelas que seriam as 20 lutas mais espetaculares da história do UFC, evento criado em 1993 pelo brasileiro Rorion Gracie.

A frenética troca de socos entre Forrest Griffin e Stephan Bonnar, em abril de 2005, ficou em primeiro. Esse combate travado quase todo em pé começou com uma audiência perto de 1 milhão de telespectadores e terminou 15 minutos depois com 3,2 milhões.

Era a primeira vez que o UFC mostrava uma luta ao vivo na TV por assinatura. Seus eventos costumam ser exibidos apenas pelo sistema pay-per-view. Bonnar vs Griffin se enfrentaram pela final da 1ª edição de um reality show promovido pelo UFC. 

Dana White, presidente do UFC (o careca da foto acima), assinou um artigo na revista comemorativa que mostra sua empolgação com o futuro do evento. Diz ele:

“O UFC 100 celebra o fim da primeira era da nossa companhia e do nosso esporte. O que significa que é o início da próxima era, que já começa arrebentando com um dos maiores eventos da história do UFC (o UFC 100). Confie em mim, o melhor ainda está por vir.”

Baixe a revista do UFC 100 aqui e veja (em inglês) Dana, o ranking e o restante da publicação que ao todo tem 154 páginas.

Segue o ranking com as 20 melhores lutas de todos os tempos e os links dos vídeos para assistir aos combates.

Forrest Griffin, Randy Coutue e Tito Ortiz são os atletas que mais aparecem na lista (3 vezes). Do brasil, figuram no ranking os lutadores Royce Gracie (duas vezes), Pedro Rizzo e Wanderlei Silva.

As 20 maiores lutas do UFC:

1-Forrest Griffin vs Stephan Bonnar I: TUF Finale, Abril 9, 2005, Las Vegas.
Vídeo da luta

2-Matt Hughes vs. Frank Trigg II: UFC 52, Abril 16, 2005, Las Vegas.
Vídeo da luta

3 - Karo Parisyan vs. Diego Sanchez: Ultimate Fight Night 6, Agosto. 17, 2006, Las Vegas.
Vídeo da luta

4- Forrest Griffin vs. Quinton Jackson: UFC 86, Julho 5, 2008, Las Vegas. 
Vídeo da luta

5-Chuck Liddell vs. Wanderlei Silva: UFC 79, Dezembro. 29, 2007, Las Vegas.
Vídeo da luta

6-Spencer Fisher vs. Sam Stout II: UFC Fight Night 10, Junho 12, 2007, Hollywood, Fla.
Vídeo da luta

7-Tito Ortiz vs. Frank Shamrock: UFC 22, Setembro. 24, 199, Lake Charles, La.
Vídeo da luta

8-Kendall Grove vs. Ed Herman: TUF 3 Finale, Junho 24, 2006, Las Vegas.
Vídeo da luta

9-BJ Penn vs. Georges St-Pierre I: UFC 58, Março 4, 2006, Las Vegas.
Vídeo da luta

10-Clay Guida vs. Roger Huerta: TUF 6 Finale, Dezembro. 8, 2007, Las Vegas.
Vídeo da luta

11-Randy Couture vs. Pedro Rizzo I: UFC 31, Março 4, 2001, Atlantic City.
Vídeo da luta

12-BJ Penn vs. Jens Pulver I: UFC 35, Janeiro. 11, 2002, Uncasville, Conn.
Vídeo da luta

13-Shonie Carter vs. Matt Serra: UFC 31, Maio 4, 2001, Atlantic City
Link para baixar a luta, porém precisa pagar

14-Royce Gracie vs. Kimo Leopoldo: UFC 3, Setembro. 9, 1994, Charlotte, N.C.
Vídeo da luta

15-Forrest Griffin vs. Tito Ortiz: UFC 59, Abril 15, 2006, Anaheim, Calif.
Vídeo da luta

16-Royce Gracie vs. Ken Shamrock I: UFC 1, Novembro. 12, 1993, Denver.
Vídeo da luta

17-Randy Couture vs. Tim Sylvia: UFC 68, Março 4, 2007, Columbus, Ohio.
Vídeo da luta

18-Chuck Liddell vs. Tito Ortiz I: UFC 47, Abril 2, 2004, Las Vegas.
Vídeo da luta

19-Frank Mir vs. Brock Lesnar I: UFC 81, Fevereiro. 2, 2008, Las Vegas.
Vídeo da luta

20-Randy Couture vs. Tito Ortiz: UFC 44, Setembro. 26, 2003, Las Vegas.
Link dos melhores momentos

* A revista comemorativa foi publicada pela American Media Inc (AMI) em parceria com o UFC e está à venda nas bancas dos Estados Unidos e em alguns mercados internacionais.

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