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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Cinturão do WEC nas mãos de José Aldo. Veja a luta pelo título

Tags:, - Guga Noblat às 03:50:29

Enquanto o marauara José Aldo olhava para o alto e agradecia a Deus pela apresentação impecável, o americano Mike Brown era consolado por uma trupe de brasileiros.

Em menos de sete minutos o cinturão peso pena do World Extreme Cagefighting mudou de dono esta madrugada. 

Há pouco, Aldo, da equipe Nova União, derrotou com louvor o campeão Mike Brown, da American Top Team (time formado majoritariamente por brasileiros).

O faixa-preta de jiu-jitsu era zebra nas bolsas de aposta. Entretanto, foi superior do início ao fim do combate.

Durante o primeiro round, Aldo se defendeu bem das tentativas de quedas do wrestler americano. E desferiu bons chutes nas pernas do rival, além de joelhadas.

A superioridade do brasileiro era gritante. Brown não acertou nenhum golpe contundente e acabou derrotado por nocaute técnico no round dois.

A boa apresentação rendeu ao especialista em jiu-jitsu um bônus de US$ 10 mil por “melhor luta da noite”.

Aldo junta-se a Hermes França e Paulo Filho na lista de atletas nacionais com títulos no WEC. 

O brasileiro Diego Nunes também lutou no WEC, mas acabou derrotado para o americano LC Davis.

* Veja aqui Aldo vs Brown.

* Para saber mais sobre o WEC 44 clique aqui e aqui.

Resultados do evento:

Card principal:

- José Aldo derrotou Mike Thomas Brown por nocaute técnico a 1min20s do R2;
- Manny Gamburyan derrotou Leonard Garcia na decisão unânime dos juízes;
- Karen Darabedyan derrotou Rob McCullough na decisão dividida dos juízes;
- Shane Roller finalizou Danny Castillo com um mata-leão no R3;
- Kamal Shalorus derrotou Will Kerr por nocaute técnico no R1;

Lutas preliminares:

- L.C. Davis derrotou Diego Nunes na decisão unânime dos juízes;
- Cub Swanson finalizou John Franchi com uma guilhotina no R3;
- Antonio Banuelos derrotou Kenji Osawa na decisão unânime dos juízes;
- Ricardo Lamas derrotou James Krause na decisão unânime dos juízes;
- Frank Gomez derrotou Seth Dikun na decisão unânime dos juízes

* Siga o blog no twitter: http://twitter.com/GugaNoblat

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

José Aldo briga pelo cinturão do WEC nesta madrugada. Veja ao vivo

Tags:, - Guga Noblat às 11:17:00

Logo mais, a partir de 00h (horário de Brasília), um brasileiro tem tudo para dominar a categoria dos penas (61 a 66kg) do World Extreme Cagefighting.

O manauara José Aldo travará o que ele espera ser a batalha mais “dura” da vida dele contra o americano Mike Brown na luta principal do evento.

Brown é o favorito nas bolsas de apostas. Para tornar-se campeão ele bateu o atleta mais popular do WEC, o temido californiano Urijah Faber.

Aos 34 anos, o americano especialista em wrestling busca a 23ª vitória nesta madrugada. Por ora, Brown acumula quatro derrotas no cartel.

Apesar de ser zebra para os gringos, entre os brasileiros Aldo é unanimidade. O faixa-preta de jiu-jitsu disse a este blog que mostrará a força do Brasil diante de Brown:

“Vou dar o melhor de mim não só por que quero ser o campeão, mas para mostrar a força do Brasil”, comentou Aldo.

Aldo é onze anos mais novo do que o campeão. Perdeu apenas uma vez e acumula 16 vitórias na carreira. As últimas cinco via nocaute.

O último brasileiro a levar o cinturão dos leves (66kg a 70kg) do WEC foi Hermes França há dois anos. O evento foi comprado pelos donos do UFC em 2006 e promove lutas em categorias entre 57 e 70 quilos.

Em março de 2010, o WEC será incorporado ao UFC. Uma fusão que promete aumentar ainda mais o valor do maior evento de lutas do planeta.

A 44ª edição do WEC será disputada no hotel The Pearl at The Palms em Las Vegas. O evento será exibido ao vivo pelo canal Combate, da Globosat.

O blog Mano a Mano ouviu Aldo e a equipe dele a propósito do duelo pelo cinturão. Segue o que disseram:

* Veja o vídeo promocional de apresentação da luta

* Saiba mais sobre o WEC 44 aqui.

* Saiba mais sobre José Aldo

José Aldo:
- É luta mais dura e mais importante da minha carreira. To pronto para lutar em pé ou no solo. To pronto pra dar tudo de mim.

- To tranquilo. Eu tenho uma cabeça boa para luta. To concentrado para na hora da luta fazer o melhor possível.

- Até agora o nervosismo não bateu. Mas na hora da luta vou sentir o clima do lugar e ai, como vale cinturão, pode bater um nervosíssimo. Não tive problemas para baixar o peso e estou muito bem.

- Quero agradecer aos meus fãs e a todos que acompanham o meu trabalho. Pode assistir a luta que vocês verão que darei o melhor de mim.Vou dar o melhor de mim não só porque quero ser o campeão, mas para mostrar a força do Brasil.  

André Pederneiras (técnico de Aldo):
- A gente vai tentar trocar em pé e em alguns momentos tentaremos derrubar e imprimir o jogo dele no chão.

- Acho que os dois vem com a expectativa de fazer a mesma coisa: trocar um pouco ali, botar pra baixo e terminar no solo.

Ronnys Torres (companheiro de equipe):
- Acho que vai ser nocaute para o Aldo no segundo round. O Aldo está muito bem. Está preparado pra caramba. Com a mão afiada. Ninguém conseguiu ver ainda o jogo de chão dele no WEC, mas ele tem um chão excelente.

Carlão Barreto (comentarista do canal Combate durante o WEC hoje):
- O Brown tem alguns buracos no jogo dele. Ele não é um cara completo. Acho que o Aldo é favoritíssimo pra essa luta.

Mais tarde postarei o vídeo da luta do Aldo e link para ver o evento ao vivo.

CARD PRINCIPAL (TELEVISIONADO)

Mike Brown vs. Jose Aldo (Pelo título dos penas)
Manny Gamburyan vs. Leonard Garcia
Karen Darabedyan vs. Rob McCullough
Danny Castillo vs. Shane Roller

CARD PRELIMINAR

Kamal Shalorus vs. Will Kerr
Diego Nunes vs. L.C. Davis
Cub Swanson vs. John Franchi
Antonio Banuelos vs. Kenji Osawa
Ricardo Lamas vs. James Krause
Seth Dikun vs. Frank Gomez

ATUALIZAÇÃO DAS 23H59 - Para ver ao vivo o WEC 44 clique aqui ou aqui (TVU Player). O evento começa em 1 minuto. Mais tarde posto a luta do Aldo vs Brown.

* Siga o blog no twitter: http://twitter.com/GugaNoblat

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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

José Aldo em busca do cinturão do WEC

Tags:, - Guga Noblat às 16:39:15

Daqui a 19 dias um dos melhores pesos-leves do Brasil brigará pelo cinturão do WEC (World Extreme Cagefighting).

O especialista em jiu-jitsu José Aldo, 23, encarará o temido americano Mike Brown, atual campeão até 66 quilos.

Duelo de titãs. Aldo está na melhor fase da vida dele, assim como Brown.

O brasileiro luta desde 2008 pelo WEC. Lá, bateu cinco adversários, todos por nocaute. Desde 2004, venceu 15 combates e sofreu apenas uma derrota há mais de quatro anos.

Brown, um ano mais velho que Aldo, venceu até hoje 22 combates e perdeu quatro. É um ótimo wrestler (versado em quedas) e tem um boxe apurado.

A última derrota do americano foi em 2005. Vem de uma sequência de dez vitórias, a última delas diante de Urijah Faber, atleta considerado quase imbatível até esbarrar em Brown.

Aldo conversou com o blog Mano a Mano a propósito do duelo contra Brown. Segundo o faixa-preta, essa será a luta mais dura da vida dele. Entretanto, o atleta da equipe Nova União garante que entrará no combate com sede de nocaute.

O WEC é a organização de MMA (antigo Vale Tudo) de maior prestígio quando o assunto são os pesos-leves. O evento promove combates em apenas quatro categorias de peso que variam entre 57 e 70 quilos.

Os donos do UFC (maior evento do planeta) são donos do WEC. O UFC não promove lutas abaixo de 70 quilos. Apenas o WEC.

Seguem as principais frases colhidas do bate-papo com José Aldo:

José Aldo:

“Espero primeiramente fazer uma luta boa. Quero impor meu jogo, impor aquilo que eu to treinando. Com certeza eu espero um nocaute.”

“O Brown tem um wrestling muito forte. Todos meus adversários até hoje foram perigosos. Mas esse, até por ser o campeão, acho que é o mais perigoso que puseram na minha frente.”

“Acho que o Brown vai tentar o ground and pound (bater por cima) e tentar trocar (socos) também. Inicialmente ele deve querer dar uma trocada para sentir a luta. Depois ele vai querer me botar pra baixo. To bem em qualquer área.”

“To treinado para lutar cinco rounds. Mas quero o nocaute. Se me tornar campeão do WEC, quem sabe um dia eu mudo para o UFC.”

Saiba mais sobre José Aldo

Confira o card completo do “WEC 44″:

CARD PRINCIPAL

Mike Brown vs. Jose Aldo (Pelo título dos plumas)
Manny Gamburyan vs. Leonard Garcia
Karen Darabedyan vs. Rob McCullough
Danny Castillo vs. Shane Roller

CARD PRELIMINAR

Alex Karalexis vs. Kamal Shalorus
L.C. Davis vs. Diego Nunes
John Franchi vs. Cub Swanson
Antonio Banuelos vs. Kenji Osawa
James Krause vs. Ricardo Lamas
Seth Dikun vs. Frank Gomez

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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Depois de Brown, Aldo quer calar Miguel Torres para honrar brasileiros

Tags:, , , , - Guga Noblat às 07:36:37
Aldo acerta mais um

Aldo acerta mais um

Um ano antes. José Aldo trava sua primeira batalha no World Extreme Cage Fighting (WEC). Um torneio de MMA (Vale Tudo) onde lutam os melhores pesos leves do planeta. O locutor da tv americana mal consegue explicar quem é José Aldo. “É sua estréia e não sabemos muito sobre ele”, se desculpa.

Nove minutos depois. Aldo, 22, está por cima de seu compatriota Alexandre Pequeno, oponente daquela noite. Socos e cotoveladas lançados num ritmo frenético abrem um corte na testa de Pequeno. O sangue respinga no tablado azul onde o duelo toma curso. A luta é interrompida pelo juiz para preservar o atleta quase indefeso e ferido.

Um ano se passa. Além de Pequeno, outros quatro lutadores renomados acabam nocauteados por Aldo. O último deles, Cub Swanson, desabou em 8 segundos de combate ao ser atingido por uma joelhada voadora dupla aplicada pelo brasileiro.

Com cinco vitórias avassaladoras no WEC e quinze no cartel, Aldo deixou der ser coadjuvante e virou um astro das lutas. Campeões e ex-campeões, como Miguel Torres, Mike Brown e Urijah Faber, rasgam pomposos elogios ao brasileiro. Todos querem enfrentá-lo.

Brown terá seu pedido atendido no próximo dia 11 de novembro. Seu cinturão da categoria featherweight (66kg) estará em jogo contra o agora temido e popular Aldo. Se depender do brasileiro, depois de nocautear Brown, o próximo a ir de encontro à lona será Miguel Torres, campeão até 62kg.

A rixa entre Aldo e Torres é antiga, como explicou o faixa-preta de Jiu-Jítsu em entrevista exclusiva ao blog Mano a Mano: “O Miguel veio aqui, no meu país, na minha casa e disse que ninguém do Brasil ganharia dele.(…). Tenho vontade de lutar contra ele.”, revelou em tom de revolta.

André Pederneiras, comandante da Nova União, equipe do Aldo, contou ao blog que prefere ver Wagnney Fabiano vs Torres. E que ofereceu essa luta ao WEC, mas ainda não teve uma resposta.

Segue uma entrevista com Aldo e um bate-papo com o Dedé Pederneiras.

Mano a Mano - O seu companheiro de equipe Wagnney Fabiano entrou no WEC como campeão do IFL (International Fight League)
e principal nome da sua equipe no evento. Mas quem foi escalado para lutar pelo cinturão foi você. Isso provocou alguma fissura na relação entre vocês?
Aldo - Não, de jeito nenhum. A gente é muito unido e estamos sempre torcendo pelo sucesso de todos. Não teve problema algum.

Mas como você e o Wagnney são do mesmo peso terá a possibilidade de ter de enfrentá-lo um dia. Você topa lutar contra ele se o WEC mandar?
Ele sempre me ajudou muito. A gente treina junto e se ajuda. Acho muito difícil a organização do WEC pensar em casar uma luta entre eu o Wagnney. Não é interessante pra eles. Mas se quiserem casar essa luta, eu não vou topar. Pela amizade que a gente tem, a gente não lutaria. Ele também não toparia.

Qual sentimento te veio em mente quando recebeu a notícia de que lutará pelo cinturão?
Fiquei muito feliz. Quem trabalha Deus sempre ajuda. Tava esperando a minha vez.

Pensa em subir de peso para lutar um dia no UFC (evento irmão do WEC)?
Até penso em subir de categoria para lutar no UFC. Mas isso só daqui a uns dois anos. Quero me firmar como o campeão do WEC e só depois vou pensar nisso. Se dependesse de mim eu subiria logo. Se o UFC me oferecesse uma chance hoje eu iria. Mas tenho que ter o pé no chão e me focar para ter uma carreira sólida no WEC.

Você acha que bateria hoje o campeão dos leves do UFC, o temido Bj Penn?
O Bj Penn é um lutador duro pra caramba, um grande lutador. É um americano Paraíba (duro), como a gente costuma chamar aqui. Tem um chão bom e a mão boa. Eu tenho muito respeito por ele, mas eu faria o meu trabalho e iria lutar pelo nocaute.

Passa pela sua cabeça um dia ser reconhecido como o maior lutador entre todas as categorias de peso?
Nisso, até não. Quer dizer, todo atleta tem que procurar sempre ser o melhor. Quem não procura, se torna um fracassado. Isso (a chance de ser um dia o melhor de todos) me motiva. Eu penso, sim, em ser o melhor e to trabalhando pra isso.

Você esperava que em tão pouco tempo lutando fora já fosse figurar entre os principais nomes do MMA?

Eu não esperava que fosse ser assim, como ta sendo. Me foquei no meu trabalho, já perdi, já ganhei, já quebrei a mão e fiquei quase um ano sem lutar também por causa de problema no contrato com um evento do Japão. Mas nunca desisti e nunca parei de treinar. O ano parado (das lutas) foi até bom porque pude refletir no que tinha que melhorar no meu jogo e voltei ainda melhor.

Você só perdeu uma vez até hoje, para seu compatriota Luciano Azevedo. Ta engasgado com essa derrota ou nem pensa numa revanche?
Nem me passa pela cabeça uma revanche. Hoje, seria mais interessante para carreira dele pedir uma outra luta comigo do que eu pedir uma revanche. Ele não ta em eventos grandes, apesar de ser um cara muito bom. E ainda bem que eu perdi para um bom atleta. Todo mundo perde e a gente sempre aprende com a derrota. A derrota não ficou engasgada. Mas, se um dia no futuro rolar de lutar com ele, eu lutaria amarradão.

Cogitaram uma luta entre você e o campeão até 62kg Miguel Torres. No passado essa luta também foi cogitada aqui no Brasil, mas ficou no papel. O que você acha de enfrentá-lo agora que ele é visto como um dos melhores entre todas as categorias de peso?
Tenho vontade de lutar contra o Miguel porque no passado o técnico dele, o Carlson Gracie, veio com ele aqui no Brasil e desafiou os lutadores daqui. O Miguel veio aqui, no meu país, na minha casa e disse que ninguém do Brasil ganharia dele. Ele e o Carlson disseram que nenhum lutador leve podia vencer essa luta. É igual eu ir lá na América dizer que ninguém ganha de mim. Quem for patriota vai querer provar o contrário.  Então, não só eu, mas todos os atletas leves se sentiram desafiados. O Dedé (seu técnico André Pederneiras) chegou a marcar essa luta, mas não aconteceu. Mas ainda tem essa rixa com o Miguel. Ele é muito guerreiro, mas ia ser tudo ou nada (uma luta entre eles). Um dos dois ia cair.

Você acha o Miguel mais perigoso do que o Brown?
Não acho ele mais perigoso do que o Brown. Acho que ele não é tão forte. É mais técnico, tem um jogo bom, mas o Brown é muito forte e é mais perigoso por ter a mão mais pesada e um ótimo wrestling (jogo de quedas).

Vai partir logo para a trocação em busca do nocaute contra Brown?
Vou sempre pensando no nocaute e com ele não vai ser diferente.

5 perguntas para André Pederneiras – técnico do Aldo:

Mano a Mano - Qual o plano para o Aldo bater o Brown?
Pederneiras - Ele vai saber se sair bem onde a luta correr. Ele está com a base em pé muito boa. A estratégia é usar a parte de trocação (chutes e socos), começar a luta em pé pra ver até onde vai e depois, se for o caso, ir para o chão.

Quais qualidades do Brown te preocupam mais?

O Brown é um cara forte, que tem a parte em pé alinhada, tem um boxe muito seguro, é um cara que bate e sabe se defender ao mesmo tempo. A parte de chão dele nós ainda não vimos muito porque os adversários que ele enfrentou não pressionaram muito essa parte, eram caras duros, mas que não desenvolveram muito a luta no chão. Sei que o wrestling dele é bom.

Você achava que o Aldo seria o primeiro nome da Nova União numa disputa de cinturão na categoria até 66kg pelo WEC?
O José Aldo passou na frente do Wagnney. O Wagnney chegou com muito mais moral, já chegou (no WEC) com o peso de ser o campeão da IFL. Mas o José conseguiu fazer cinco lutas e o Wagnney só duas. O José nocauteou todo mundo e ai caiu nas graças deles (do WEC). No início, a gente (a equipe Nova União) achava que o Wagnney que ia ser o primeiro a disputar cinturão.

Como é feita a escolha dos atletas que lutarão no WEC?
Eles que escolhem quem eles querem para os eventos. A gente não tem muito como se meter nisso não. Eles pedem o lutador que querem.

Você acha que o Aldo irá lutar contra o Miguel Torres caso vença o Brown?
Ofereci o Wagnney para fazer uma luta contra o Miguel Torres. Existe essa conversa, essa possibilidade. To esperando a resposta deles. Mas eles vão esperar a luta do José antes de falar alguma coisa.

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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Paulão analisa Melvin e diz que Fedor é “comum”

Tags:, , , , , - Guga Noblat às 09:35:23
WEC - duvulgação

Foto: WEC - divulgação

Quando um sujeito de pouco mais de 1,70m é apelidado de Paulão ao invés de Paulinho, ou tão de sacanagem com a cara dele ou ele é um cara que chama atenção por ser corpulento e troncudo.

Paulão Filho, um dos nomes mais respeitados do jiu-jitsu brasileiro, mede 1,73m, mas aguenta dar voltas completas em vastos terrenos baldios carregando nas costas o peso de três amigos tão robustos quanto ele.

Especialistas brasileiros em MMA (Mixed Martial Arts - popularmente chamado de Vale Tudo) costumam apontar Paulão como um atleta com força descomunal e técnica de solo refinada. Seu cartel de 16 vitórias e uma derrota mostra que ele não é um cara comum.

Certa vez, Bebeo Duarte, treinador da Brazilian Top Team (BTT), me confidenciou que treinar com o Paulão é bem mais desgastante do que um treino com Ricardo Arona. Arona mede 1,81m e pesa 10 quilos a mais que o Paulão.

Sumido do MMA desde a sua derrota na decisão dos juízes para Chael Sonnen, em maio de 2008, Paulão tem treinado duro para retornar aos ringues. Seu próximo combate será contra um dos lutadores mais explosivos e perigosos do MMA mundial, o holandês Melvin Manhoef.

Pelo telefone, durante um treino e outro, Paulão revelou ao blog Mano a Mano o que pensa de seu oponente:

- O Melvin Manhoef é um cara que nos primeiros cinco minutos é muito bom, um dos mais perigosos do mundo. Ele tem um cruzado muito forte e uma velocidade impressionante. É o mais perigoso da categoria. Mas ao mesmo tempo que sabe bater, ele é um cara que acusa as pancadas. Ele já provou que pode ganhar e perder de qualquer um. Não tem um queixo duro. Mas enalteço a qualidade dele, até por ser um atleta dos médios que vive lutando contra os pesados. Ele luta contra todo mundo e no dia que aprender o jiu-jitsu vai embaçar pra qualquer um!

Apesar de estar focado no duelo contra Melvin, o brasileiro não deixa de pensar numa hipotética luta contra o maior nome do MMA mundial, o russo Fedor Emilianenko. Segundo Paulão, ele é “uma pessoa comum” e não é “difícil” derrubá-lo:

- Sou fã nato do Fedor. Admiro ele como atleta, como pessoa, mas todos nós temos falhas e com ele não é diferente. Você pode observar na luta dele contra o Ricardo Arona (no ano 2000) que ele apresenta algumas falhas no chão. As pessoas não estão sabendo se aproveitar disso, não estão sabendo aplicar o jiu-jitsu de qualidade como o Roger Gracie vem fazendo. O Fedor é um atleta que não é difícil de derrubar. Tem o soco pesadíssimo, mas também sente as pancadas, acusa os golpes. É uma pessoa comum. Se souber usar o peso dele contra ele na hora das quedas, dá pra chegar numa finalização.

O confronto entre Paulão vs Melvin será travado durante a 10ª edição do maior evento japonês de MMA, o Dream, no dia 20 de julho, em Saitama. O holandês perdeu três de suas últimas dez lutas e acumula um currículo de 23 vitórias, cinco derrotas e um empate.

Fiquem ligados no blog Mano a Mano para mais notícias exclusivas!

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